segunda, 03 julho 2017 20:25

Peter Sagan venceu só com um pé Destaque

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Bicampeão do mundo impôs-se ao sprint na terceira etapa da Volta a França, apesar de ter lidado com um pedal desencaixado nos metros finais. Camisola amarela continua na posse de Geraint Thomas

Bélgica, Luxemburgo e, pela primeira vez na edição de 2017, França: a terceira etapa do Tour passou por três países mas, na meta, não houve surpresas. Peter Sagan (Bora-Hansgrohe) esteve à altura das expectativas e impôs-se num sprint acidentado, no qual perdeu o encaixe do pedal direito nos metros finais, mas que lhe deu a oitava vitória da carreira em etapas da Volta a França. Geraint Thomas (Sky) terminou a etapa em oitavo e continua a vestir a camisola amarela.

O desenrolar da etapa apontava para uma chegada ao sprint, com o grupo que se tinha destacado na frente a ser alcançado, um a um, nos quilómetros finais. Lilian Calmejane (Direct Energie) foi quem mais resistiu, só tendo cedido ao pelotão a dez quilómetros da meta, o que lhe valeu o prémio da combatividade. Na aceleração para a meta em Longwy, instalada numa subida de terceira categoria, os candidatos à vitória tinham de enfrentar uma subida de 1600 metros com inclinação média de 5,8%. Peter Sagan foi quem melhor se posicionou e, mesmo sob a ameaça de Michael Matthews (Sunweb) – e com o percalço de lhe ter “saltado” o pé direito quando iniciava o sprint –, não deu hipóteses, conquistando a vitória.

 

“É a nossa primeira vitória no Tour. Claro que sentíamos alguma pressão e estou muito contente por a termos conseguido. Assumimos as nossas responsabilidades desde o início da etapa, sabíamos que o Peter [Sagan] estava forte e o trabalho de equipa foi perfeito. Era a etapa ideal para ele. Agora a pressão foi-se completamente”, sublinhou o director da equipa Bora-Hansgrohe, Enrico Poitschke.

Sagan reagiu de forma irónica. “Pressão? O que é pressão? Não sei o que isso é. Primeiro que tudo, quero agradecer à equipa por ter trabalhado todo o dia. Não foi fácil com o vento de frente e muita agitação no pelotão. A subida no final da etapa era bastante difícil”, reconheceu o ciclista eslovaco, bicampeão do mundo, que admitiu ter cometido alguns erros durante a etapa: “Vi um espaço a 800 metros do final e decidi acelerar, mas ainda era demasiado cedo. Quando comecei o meu sprint, o pé saltou do pedal. Foi outro erro. Mas ganhei. Sou um tipo sortudo, é assim!”

A liderança da geral continua com Geraint Thomas (Sky), oitavo na etapa, a dois segundos de Sagan. O britânico tem 12 segundos de vantagem sobre o companheiro de equipa Chris Froome, que defende os títulos conquistados em 2015 e 2016 (também venceu o Tour em 2013). “O final foi bastante agitado, fiquei contente por evitar imprevistos. A equipa está a fazer um bom início, mas ainda faltam 18 dias [para o fim do Tour]”, notou Thomas, mostrando-se optimista para a etapa que hoje liga Mondorf-les-Bains a Vittel, num total de 207,5 quilómetros.

Apesar dos pensamentos positivos do camisola amarela, a Sky não se livrou de algumas críticas: o diário desportivo francês L’Équipe revelou que a equipa utilizou um ponteado em relevo nas camisolas do contra-relógio que daria vantagem aerodinâmica. “Fiquei surpreendido, porque utilizamos estes equipamentos há três meses e ninguém se manifestou. Usámo-los no Giro, no Dauphiné e nada mudou. Conhecemos as regras”, garantiu o director da equipa, Dave Brailsford.

Ler 93 vezes Modificado em segunda, 03 julho 2017 21:06

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