sábado, 23 dezembro 2017 00:20

Carlos Sousa: “Não vai ser fácil mas podemos sonhar com top 10 no Dakar”

Escrito por Autosport
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Carlos Sousa esteve recentemente em testes com o Renault/Duster com que vai regressar ao Dakar. O ‘shakedown’ do carro realizou-se perto de Buenos Aires e as primeiras impressões são bastante positivas. 

Recorde-se que este é o sexto ano consecutivo que os Duster inscritos pela Renault Sport Argentina disputam o Dakar. Equipados com um motor V8 da Aliança Renault-Nissan, com 390 cv de potência, os Duster ‘querem’ ser uma das surpresas da prova, beneficiando da experiência e da rapidez dos dois pilotos da equipa, Carlos Sousa e o argentino Emiliano Spataro.

Para o português, esta será a sua 18ª participação no Dakar, e logo com uma estreia na bacquet do lado direito, o francês Pascal Maimon, navegador que, em 2002, cometeu a proeza de vencer o Dakar, ao lado do japonês Hiroshi Masuoka. O Dakar 2018 decorrerá entre os dias 6 e 20 de janeiro, com passagem pelo Perú, Bolívia e Argentina.

O que achaste do carro?
“O Duster está muito bem construído. Gostei do seu comportamento e do motor. A equipa é muito profissional e já se vive uma grande azáfama, pois estamos a duas semanas do início da prova”.

Rodaram muito?
“Como não houve a possibilidade de fazermos o teste mais cedo, optámos por fazer poucos quilómetros. Os pisos também tinham zonas com lama, devido à chuva que tem caído na região pelo que, a duas semanas do início da prova, não quisemos arriscar”.

Impressões globais do carro? As tuas cinco últimas participações foram ao volante de viaturas a diesel…
“O Duster está muito bem construído. É um automóvel muito sólido. Gostei do seu comportamento e do motor. No entanto, admito que estranhei o regresso à condução de um carro equipado com motor a gasolina. Um motor que tem menos binário nos baixos regimes, obrigando a uma pilotagem completamente diferente, com mais recurso à caixa de velocidades e a rotações mais elevadas. Mas, se tudo correr bem, no final da terceira etapa, a adaptação está feita!”

Os objetivos que apontaste, são os mesmos?
“Podemos sonhar com a conquista de um resultado final nos dez primeiros. Não vai ser nada fácil, tendo em conta a dureza da prova, bem como a quantidade e a qualidade dos inscritos, mas acredito nessa possibilidade. No entanto, as primeiras etapas não vão ser fáceis. O Dakar 2018 começa logo com as dunas do Perú, onde vou procurar readquirir o ritmo e adaptar-me ao Duster. Vai ser duro, mas o Duster parece preparado para enfrentar a dureza da prova. Na sequência do teste, só fiquei com a ideia que talvez esteja equipado com uma relação de caixa algo ‘curta’, o que poderá ser uma limitação nas etapas mais rápidas.”

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